Transições climáticas e de recursos naturais: a urgência do presente na formatação do futuro
Os desafios geopolíticos abrem novos caminhos e mecanismos de acesso e controle de recursos naturais, e o Brasil, rico em capital natural, precisa definir como quer se posicionar nesse novo cenário e jogo global.
O que é necessário para bioeconomia se tornar um fenômeno global
A bioeconomia passou a ocupar espaço relevante em fóruns internacionais, como o G20 e a COP 30, mas o conceito ainda não é percebido como uma estrutura global integrada. Apesar disso, é uma solução abrangente para desafios que atravessam fronteiras, e merece ganhar impulso.
Proposta de que a agenda não oficial avance em 2026 é o que de mais interessante surgiu em Belém
Se, de um lado, a conferência de 2025 teve o mérito de não deixar ruir o Acordo de Paris, de outro não conseguiu superar barreiras impostas por um mundo fragmentado. Isso não quer dizer que as COPs não sejam relevantes, mas que fazem parte de um mosaico amplo de iniciativas.
O protagonismo das florestas brasileiras na agenda climática global
Publicação mostra caminhos para que o Brasil amplie sua cobertura florestal em 8 milhões de hectares até 2035 e propõe a transformação de soluções baseadas na natureza em ativos financeiros que atraiam investimentos.
Florestas do Brasil: papel central na agenda climática do mundo
As formações florestais brasileiras armazenam vastos estoques de carbono. O país pode aumentar esse volume, mas são necessários esforços, como a redução drástica do desmatamento e o aumento das atividades de restauração com espécies nativas e silvicultura.
Que a COP 30 ajude o mundo a falar cada vez menos de COPs e cada vez mais de soluções concretas
Esta Conferência do Clima deverá evidenciar a conexão entre clima e recursos naturais, com as florestas no centro do debate. Nesse campo, são previstas demonstrações concretas de ações de grande escala. Talvez esta COP também veja uma “passagem de bastão” para o setor empresarial, diante das limitações de governos para lidar com a crise climática.
Os ganhos de escala das soluções de clima e natureza virão de lideranças empresariais
O agronegócio é frente fundamental para a redução de emissões de gases de efeito estufa. Iniciativas como a SB COP, lideradas por CEOs e conselheiros de grandes empresas tratam do que parece ser um novo paradigma neste campo: eficiência no uso de recursos naturais, especialmente solo, água e uso otimizado da terra.
Planejamento de longo prazo para logística na Amazônia é crítico para demandas de curto prazo
O Brasil carece de um plano, devidamente articulado, que seja capaz de impedir que as decisões sobre investimentos na infraestrutura da Amazônia se fundamentem, sobretudo, em narrativas com consequências desastrosas.
ROBERTO S. WAACK
É membro dos conselhos da Marfrig, Wise Plásticos, WWF Brasil, Instituto Ethos, Instituto Ipê e Instituto Arapyaú e visiting fellow do Hoffman Center da Chatham House (Londres). Tem uma longa carreira como executivo e como empreendedor, tendo atuado em empresas nas áreas farmacêutica, de biotecnologia e florestas. Foi CEO da Fundação Renova, entidade responsável pela reparação do desastre de Mariana (MG), co-fundador e CEO da Amata S.A. e CEO da Orsa Florestal, além de diretor da Boehringer Ingelheim e Vallée. S.A. É cofundador da Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura. Atuação profissional com concentração em governança, planejamento e gestão estratégica, gestão tecnológica&inovação e sustentabilidade. Formado em biologia e mestre em administração de empresas pela USP.
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