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Naturalmente, o ativo do agro é a natureza

por | 06/06/2025 | Estratégias, Mudanças climáticas, Sustentabilidade

O agronegócio brasileiro é detentor do maior capital natural privado do planeta. A estimativa é que, com o cumprimento do Código Florestal, o país terá mais de 220 milhões de hectares de áreas preservadas em propriedades rurais, mais do que todos os países da Europa Central e Meridional juntos.

Apesar da percepção entre muitos proprietários de imóveis rurais de que conservar significa perda de áreas que poderiam ser destinadas à produçãodos e dos desafios que também enfrentam para a manutenção de áreas naturais em suas propriedades, há o consenso, nos ambientes financeiros e empresariais, de que o capital natural valerá mais no futuro do que vale hoje.

Em artigo publicado no Estadão, em 29 de maio de 2025, Roberto Waack fala sobre como o agronegócio deveria ser o principal interessado nessa valorização do capital natural. A recente incorporação de elementos relacionados aos capitais natural e social aos sistemas contábeis, liderados pelo IFRS (sigla em inglês para Normas Internacionais de Relatório Financeiro), pode significar mudança nessa direção.

Nesse contexto, vale lembrar a riqueza que o Brasil possui em termos de biodiversidade. O conhecimento sobre ela se torna cada vez mais acessível com o trabalho de organizações como o Centro de Referência em Informação Ambiental (CRIA). O CRIA viabilizou o desenvolvimento de um dos maiores sistemas de informação sobre biodiversidade do planeta, a rede species que, no final de 2024, reunia cerca de 18 milhões de registros e 6,5 milhões de imagens.

Para Roberto, a inserção cientifica internacional do CRIA equivale, com a devida licença poética, ao sucesso global do agronegócio brasileiro, que, nesse mesmo ano de 2024, alcançou PIB de R$ 2,7 trilhões. Assim, o agronegócio e a biodiversidade apresentam números expressivos, e deveriam falar entre si. “O reconhecido poder político da agroindústria nacional poderia voltar-se para estabelecer pontes entre os contundentes números da produção, das vendas e do volume de áreas protegidas privadas com as iniciativas da ciência nacional voltadas para o capital natural”, escreve Roberto.

O maior interessado em que o capital natural tenha valor econômico é o agronegócio, que poderia surfar na conexão da produção com a conservação ambiental.

Leia o texto completo aqui.

[Foto: Matt Seymour/Unsplash]

 

ROBERTO S. WAACK

É membro dos conselhos da Marfrig, Wise Plásticos, WWF Brasil, Instituto Ethos, Instituto Ipê e Instituto Arapyaú e visiting fellow do Hoffman Center da Chatham House (Londres). Tem uma longa carreira como executivo e como empreendedor, tendo atuado em empresas nas áreas farmacêutica, de biotecnologia e florestas. Foi CEO da Fundação Renova, entidade responsável pela reparação do desastre de Mariana (MG), co-fundador e CEO da Amata S.A. e CEO da Orsa Florestal, além de diretor da Boehringer Ingelheim e Vallée. S.A. É cofundador da Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura. Atuação profissional com concentração em governança, planejamento e gestão estratégica, gestão tecnológica&inovação e sustentabilidade. Formado em biologia e mestre em administração de empresas pela USP.

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