O papel que a bioeconomia pode desempenhar globalmente para contribuir com a neutralidade climática e o desenvolvimento sustentável são tema de artigo assinado por Roberto Waack, Marcelo Behar (enviado especial da COP 30 para Bioeconomia) e Jukka Kantola (chair da World Bioeconomy Association) publicado no Estadão em 7 de janeiro de 2026.
Os autores explicam que o conceito ganhou destaque, passando a ocupar espaço em fóruns internacionais, como o G20, que, em 2024, definiu 10 Princípios de Alto Nível para a Bioeconomia, e a COP 30, a Conferência da ONU sobre Mudança Climática realizada em Belém, no final de 2025. Mas, ressaltam, a bioeconomia ainda não é percebida como uma estrutura global integrada.
Apesar disso, “é uma solução abrangente para desafios que atravessam fronteiras, da descarbonização e da segurança alimentar à restauração da biodiversidade e à resiliência econômica”. A força da bioeconomia está em sua estrutura flexível, que permite que cada país ou região possa engajar nela de acordo com suas vantagens comparativas e interesses.
Assim, à medida que os países reavaliam suas rotas rumo à neutralidade climática e ao desenvolvimento positivo para a natureza, a bioeconomia pode se tornar um pilar central da política global de sustentabilidade, afirmam Waack, Behar e Kantola.
Trata-se de uma narrativa em que sistemas biológicos, dos ecossistemas naturais à biomanufatura de alta tecnologia, podem impulsionar a próxima onda de desenvolvimento econômico sustentável. E, nessa narrativa, não se pode esquecer a inclusão social, a valorização de conhecimentos tradicionais e os benefícios para comunidades locais. O setor privado também tem demonstrado papel de relevância a desempenhar na bioeconomia.
Para os autores, é fundamental que o mundo adote e comunique o entendimento de que a bioeconomia alinha interesses nacionais e objetivos globais, para que ela avance como merece.
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[Foto: Melquizedeque Almeida/Pexels]

