Em artigo publicado no Estadão, Roberto Waack e Izabella Teixeira, ex-ministra do Meio Ambiente, destacam que os desafios geopolíticos abrem novos caminhos e mecanismos de acesso e controle de recursos naturais, e o Brasil, rico em capital natural, precisa definir como quer se posicionar nesse novo cenário e jogo global.
No entanto, a natureza também está passando por alterações significativas. Os autores alertam que, nos últimos 50 anos, o consumo de recursos materiais mais do que triplicou e mantém um crescimento anual acima de 2%. O cenário climático mostra que a meta de conter o aquecimento global em 1,5 oC já ficou para trás. E, enquanto isso, mais de 1 milhão das estimadas 8 milhões de espécies do planeta estão sob ameaça de extinção, o que provoca declínio e erosão genética.
A importância de o Brasil definir como quer entrar no novo jogo geopolítico está no fato de que quando se discute temas como solo, água, minerais, combustíveis fósseis, biomassa e serviços ecossistêmicos, há desdobramentos diretos na produção de alimentos, energia, logística, materiais para construção civil, mineração, digitalização e nas fronteiras da inteligência artificial e da computação quântica.
A transição no acesso e no controle político sobre recursos naturais é uma pauta estratégica para o Brasil, que precisa se movimentar com ambição para ser relevante no futuro, destacam Roberto e Izabella.
O artigo foi publicado em 29 de janeiro de 2026, e pode ser acessado aqui.
[Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil]

