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Revelações de um martelo de madeira brasileiro para o mundo

por | 13/10/2026 | Mudanças climáticas

Em novembro, o Brasil passará a Presidência da Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas (COP) à Turquia. O embaixador André Corrêa do Lago entregará ao presidente da COP 31 o malhete, objeto que representa a mais alta autoridade nas decisões que influem no destino da agenda climática global.

O martelo de madeira da COP é o foco do artigo publicado no Estadão em 1º de outubro por Lissa Carmona, diretora criativa e CEO da Etel, e Roberto Waack, por representar, em um único item, impacto, artesania e arte e autoridade. O malhete da Conferência conecta esses conceitos.

Para os autores, as COPs ainda são eventos de grande relevância, apesar das dificuldades diplomáticas derivadas da crise geopolítica e do multilateralismo atuais. Há muita artesania diplomática na costura complexa das negociações que lidam com as mudanças climáticas e seus profundos impactos. O Brasil, à frente da Presidência da COP 30, inovou ao propor os Mapas do Caminho (roadmaps) para focar na implementação de soluções concretas em meio às dificuldades em se obter consensos.

Além disso, o malhete também remete às florestas, o que por sua vez reforça o protagonismo do Brasil nesse tema. “No caso do Brasil, um martelo de madeira representa as diversas origens e alternativas florestais de um país líder global em conservação, em restauração ecológica e em plantio industrial de espécies nativas e exóticas”, escrevem os autores.

A madeira também se conecta ao design, especialmente de móveis, no qual o Brasil é destaque, com produtos que remetem à modernidade e a saberes seculares. Os autores lembram que o Brasil está há mais de quatro décadas no centro da movelaria internacional. A exposição Varsóvia – São Paulo – Milão, sobre o legado de Jorge Zalszupin, por exemplo, recebeu mais de 20 mil visitantes únicos durante a Milano Design Week.

“O malhete cerimonial que será entregue pelo Brasil à Turquia na COP, em elaboração pela Etel, carrega esse legado artístico e cultural e sua conexão profunda com a floresta”, contam os autores.

Roberto e Lissa destacam, ainda, que o Brasil tem uma legislação altamente sofisticada de uso da terra, o Código Florestal, que permite ao agronegócio comprometido com desmatamento ilegal zero oferecer produtos, como grãos e proteína animal, com o maior componente de capital natural do planeta. O malhete cerimonial que será passado à nova Presidência da COP “contém revelações que só o Brasil pode oferecer”, concluem os autores.

Leia o artigo completo aqui.

[Foto: Malhete cerimonial será usado na transferência da presidência da COP para a Turquia com a Austrália — Foto: ETEL/ Divulgação]

 

ROBERTO S. WAACK

É membro dos conselhos da Marfrig, Wise Plásticos, WWF Brasil, Instituto Ethos, Instituto Ipê e Instituto Arapyaú e visiting fellow do Hoffman Center da Chatham House (Londres). Tem uma longa carreira como executivo e como empreendedor, tendo atuado em empresas nas áreas farmacêutica, de biotecnologia e florestas. Foi CEO da Fundação Renova, entidade responsável pela reparação do desastre de Mariana (MG), co-fundador e CEO da Amata S.A. e CEO da Orsa Florestal, além de diretor da Boehringer Ingelheim e Vallée. S.A. É cofundador da Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura. Atuação profissional com concentração em governança, planejamento e gestão estratégica, gestão tecnológica&inovação e sustentabilidade. Formado em biologia e mestre em administração de empresas pela USP.

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