A Fundação FHC lançou, em março, um novo caderno da série “Vale a Pena Perguntar”, em que discute como a inteligência artificial (IA) e meio ambiente se relacionam, a partir da análise feita por quatro especialistas: Dora Kaufman, professora do Programa de Tecnologias da Inteligência e Design Digital da Faculdade de Ciências e Tecnologia da PUC-SP; Glauco Arbix, professor de sociologia e coordenador da área de Humanidades do Centro de Inteligência Artificial (USP-Fapesp-IBM); Patrícia Iglecias, professora e superintendente de Gestão Ambiental da USP e presidente do Instituto O Direito por um Planeta Verde; e Roberto Waack, fundador da AMATA, presidente do Conselho de Administração do Instituto Arapyaú e membro dos conselhos consultivos da Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura e WWF-Brasil.
A publicação traz um compilado mais completo das entrevistas produzidas para a série de vídeos “Vale a Pena Perguntar”. (Saiba mais sobre esses minidocumentários aqui.)
Nas entrevistas, os especialistas exploram como a IA causa impactos ambientais e climáticos negativos, por seu grande consumo de água, energia e minerais. No entanto, lembram que ela também é fundamental para o desenvolvimento de tecnologias que tragam soluções para os desafios climáticos e ambientais. Essas tecnologias têm, por exemplo, potencial de analisar grandes volume de dados como os que são necessários para entender as mudanças climáticas.
A partir desse cenário, a série discute temas como o consumo global de energia e recursos naturais influenciado pela IA, os processos por trás dessas tecnologias e o marco legal da IA. Roberto Waack responde por que a relação da IA com o meio ambiente pode ser considerada um wicked problem, como construir uma regulação ambiental adaptável para tecnologias emergentes e como a IA pode contribuir para a valorização da natureza pelo sistema econômico.
A publicação pode ser baixada gratuitamente nesta página da Fundação FHC. Também está disponível aqui no site.
[Foto: Divulgação]