A COP 30 pode ter um papel determinante para que o mundo fale cada vez menos de COPs e cada vez mais de soluções concretas para endereçar a crise climática e de depleção de recursos naturais.
Em meio à tensão geopolítica global, à crise do multilateralismo e, no âmbito nacional, às mensagens ambíguas sobre a transição climática, esta Conferência do Clima deverá evidenciar a conexão entre clima e recursos naturais, tendo as florestas no centro dos debates.
“Neste campo, são previstas demonstrações concretas de ações de grande escala voltadas para redução das emissões de carbono nos setores de uso da terra, notadamente produção de alimentos, mineração e energia”, escreve Roberto Waack em artigo publicado no Estadão em 23 de outubro de 2025.
Talvez esta COP também venha a ser uma “passagem de bastão” para o setor empresarial, diante das limitações de governos para lidar com a crise climática. O artigo lista diversas iniciativas que apontam nessa direção, com a criação da iniciativa SBCOP, pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), a compilação de casos empresariais de Soluções baseadas Na natureza feita pelos institutos Arapyaú e Itausa, e mesmo o modelo inovador da Conferência, de enviados especiais, que levam estudos que também apresentam casos do setor privado.
Com isso, algumas demandas devem ficar evidentes na COP, como equalização de condições fiscais e tributárias, para que os bons exemplos ganhem escala e se tornem modelos produtivos prevalentes.
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[Foto: Rafa Neddemeyer/COP30 Brasil Amazônia/PR]

