A nova ordem mundial é a desordem. A violação da ordem é a nova ordem. Em meio a conflitos tarifários e bélicos, o multilateralismo e a diplomacia estão sendo desafiados em seus limites máximos. incerteza é o nome do jogo. A crise climática também é impactada.
Em artigo publicado no Estadão em 26 de junho de 2025, Roberto Waack escreve que, “comparados ao aumento da alocação de recursos para defesa, investimentos na agenda climática são laterais, entrando no máximo na quinta posição das prioridades domésticas e globais”.
Nesse cenário, tecnologia e recursos naturais ganham destaque. As tecnologias de defesa utilizadas, por exemplo, pela Ucrânia, com drones e inteligência artificial, têm grande potencial para aplicações na agricultura, indicando uma área de possível colaboração para países como o Brasil, que são líderes em tecnologia agropecuária, mas seguidores no campo digital. Por outro lado, os recursos naturais são centrais nas diversas dimensões de segurança, notadamente de defesa, tecnológica (especialmente minerais estratégicos), alimentar e energética.
O conceito de sistemas agroindustriais cresce no âmbito geopolítico e nas estratégias empresariais, e as agendas de controle de desmatamento, rastreabilidade, iniciativas agroflorestais e sua relação com o capital natural precisam ser vistas nesse cenário.
“Dentro desse contexto aterrador e, ao mesmo tempo, fascinante pelos insondáveis meandros da incerteza, a próxima Conferência do Clima, a COP 30, em Belém, precisa ser um sucesso”, escreve Roberto. Porém, o mundo de hoje é diferente daquele do Protocolo de Kyoto e o Acordo de Paris, e novos paradigmas se abrem. Esse foi um ponto bastante comentando na Chatham House London Conference, uma das principais conferências mundiais sobre geopolítica, da qual Roberto participou.
Mas, se a ordem mundial agora é a desordem, o Brasil poderá ter um papel importante no desenho de novos e necessários paradigmas voltados para clima e natureza, na condução para um modelo de desenvolvimento econômico equilibrado ambientalmente e socialmente justo. O país tem capacidade para isso, avalia Roberto.
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[Foto: Peggychoucair/Pixabay]

