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Os ganhos de escala das soluções de clima e natureza virão de lideranças empresariais

por | 06/10/2025 | Estratégias, Mudanças climáticas, Sustentabilidade

Em artigo publicado no Estadão, em 2 de outubro de 2025, Roberto aborda como o setor do uso da terra, em especial do agronegócio, se consolida como frente fundamental para a redução de emissões de gases de efeito estufa (GEE) – sem deixar de alertar que é inquestionável tratar, também, da redução de emissões derivadas de combustíveis fósseis.

Roberto escreve que, quando se trata do agronegócio, “nenhum setor é mais demandante de adaptações às mudanças climáticas, pois estas afetam diretamente a capacidade de produção de grãos, fibras e proteínas para os diversos segmentos a que se destinam: segurança alimentar, papel e celulose, setor têxtil e de combustíveis”. Ao mesmo tempo, destaca, é um dos poucos setores que podem oferecer um conjunto amplo de soluções para os desafios da crise climática.

Nesse sentido, os debates na Climate Week de Nova York, em setembro, ofereceram caminhos inesperados. Um deles foi a consolidação da SB COP (Sustainable Business COP), iniciativa da Confederação Nacional da Indústria (CNI) voltada para engajar o setor privado na agenda climática em diversas frentes. Entre essas frentes estão bioeconomia, agronegócio e Soluções Baseadas na Natureza. Lideradas por CEOs e conselheiros de grandes empresas, tratam do que parece ser um novo paradigma neste campo:  eficiência no uso de recursos naturais, especialmente solo, água e uso otimizado da terra. Tecnologias no campo, agora chamadas de regenerativas, reforçam o papel de liderança competitiva do país no “trinômio produção-clima-natureza”. E empresas como a MBRF (nova marca derivada da fusão da Marfrig com a BRF) lançam carnes de baixo carbono e carbono neutro, seguindo protocolos reconhecidos pela Embrapa.

Destaca-se que o produtor rural é central nesse debate. A realidade no campo, com a maioria das propriedades rurais do país sendo de pequenos produtores, traz o desafio da inclusão social e de equacionar a heterogeneidade no uso de tecnologias, nas práticas relacionadas a desmatamento e na distribuição de riqueza e bem-estar.

Os produtores rurais também estão na centralidade de mecanismos financeiros inovadores, que remunerem a prestação de serviços ecossistêmicos. Esta é outra área que traz seus desafios, em especial o de valorar a biodiversidade e os serviços ecossistêmicos a ela atribuídos. Iniciativas como a SB COP começam a apontar convergências metodológicas para isso: dar visibilidade e disseminar o papel da SBN na transição climática, desenvolver e promover standards de avaliação de serviços ecossistêmicos e pavimentar esquemas de remuneração para o capital natural.

Leia o artigo completo aqui.

[Foto: Wirestock/Freepik]

 

ROBERTO S. WAACK

É membro dos conselhos da Marfrig, Wise Plásticos, WWF Brasil, Instituto Ethos, Instituto Ipê e Instituto Arapyaú e visiting fellow do Hoffman Center da Chatham House (Londres). Tem uma longa carreira como executivo e como empreendedor, tendo atuado em empresas nas áreas farmacêutica, de biotecnologia e florestas. Foi CEO da Fundação Renova, entidade responsável pela reparação do desastre de Mariana (MG), co-fundador e CEO da Amata S.A. e CEO da Orsa Florestal, além de diretor da Boehringer Ingelheim e Vallée. S.A. É cofundador da Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura. Atuação profissional com concentração em governança, planejamento e gestão estratégica, gestão tecnológica&inovação e sustentabilidade. Formado em biologia e mestre em administração de empresas pela USP.

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