Em artigo publicado no Estadão em 29 de novembro de 2025, Roberto faz uma avaliação da Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climática que aconteceu em Belém. Para ele, a COP 30 “teve importante papel em demonstrar que a agenda climática não pode depender de COPs”.
Se, de um lado, a conferência de 2025 teve o mérito de não deixar ruir o Acordo de Paris, de outro não conseguiu superar barreiras impostas por um mundo fragmentado e com outras prioridades.
Isso não quer dizer que as COPs não sejam relevantes, mas que elas fazem parte de um mosaico mais amplo de iniciativas. Tanto que a Agenda de Ação proposta pela Presidência da COP 30 teve boa adesão da sociedade, incluindo o setor privado, escreve Roberto. “O frustrante jogo do financiamento climático multilateral tem contrapartida concreta em empreendimentos de grande escala, notadamente no agronegócio, no setor energético e no setor de florestas.”
A iniciativa privada já entendeu que é preciso avançar em modelos de negócio que resultem em menores emissões de gases de efeito na atmosfera, diante dos muitos riscos que as mudanças climáticas trazem, mas também do potencial de valorização do capital natural para fazer frente a essa crise. E mesmo fora da agenda oficial, temas relacionados a combustíveis fósseis e florestas ganham relevância.
[Foto: Sergio Moraes/COP 30]

