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Proposta de que a agenda não oficial avance em 2026 é o que de mais interessante surgiu em Belém

por | 02/12/2025 | Estratégias, Mudanças climáticas

Em artigo publicado no Estadão em 29 de novembro de 2025, Roberto faz uma avaliação da Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climática que aconteceu em Belém. Para ele, a COP 30 “teve importante papel em demonstrar que a agenda climática não pode depender de COPs”.

Se, de um lado, a conferência de 2025 teve o mérito de não deixar ruir o Acordo de Paris, de outro não conseguiu superar barreiras impostas por um mundo fragmentado e com outras prioridades.

Isso não quer dizer que as COPs não sejam relevantes, mas que elas fazem parte de um mosaico mais amplo de iniciativas. Tanto que a Agenda de Ação proposta pela Presidência da COP 30 teve boa adesão da sociedade, incluindo o setor privado, escreve Roberto. “O frustrante jogo do financiamento climático multilateral tem contrapartida concreta em empreendimentos de grande escala, notadamente no agronegócio, no setor energético e no setor de florestas.”

A iniciativa privada já entendeu que é preciso avançar em modelos de negócio que resultem em menores emissões de gases de efeito na atmosfera, diante dos muitos riscos que as mudanças climáticas trazem, mas também do potencial de valorização do capital natural para fazer frente a essa crise. E mesmo fora da agenda oficial, temas relacionados a combustíveis fósseis e florestas ganham relevância.

Leia o artigo completo aqui.

[Foto: Sergio Moraes/COP 30]

ROBERTO S. WAACK

É membro dos conselhos da Marfrig, Wise Plásticos, WWF Brasil, Instituto Ethos, Instituto Ipê e Instituto Arapyaú e visiting fellow do Hoffman Center da Chatham House (Londres). Tem uma longa carreira como executivo e como empreendedor, tendo atuado em empresas nas áreas farmacêutica, de biotecnologia e florestas. Foi CEO da Fundação Renova, entidade responsável pela reparação do desastre de Mariana (MG), co-fundador e CEO da Amata S.A. e CEO da Orsa Florestal, além de diretor da Boehringer Ingelheim e Vallée. S.A. É cofundador da Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura. Atuação profissional com concentração em governança, planejamento e gestão estratégica, gestão tecnológica&inovação e sustentabilidade. Formado em biologia e mestre em administração de empresas pela USP.

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