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Transições climáticas e de recursos naturais: a urgência do presente na formatação do futuro

por | 02/02/2026 | Estratégias, Mudanças climáticas

Em artigo publicado no Estadão, Roberto Waack e Izabella Teixeira, ex-ministra do Meio Ambiente, destacam que os desafios geopolíticos abrem novos caminhos e mecanismos de acesso e controle de recursos naturais, e o Brasil, rico em capital natural, precisa definir como quer se posicionar nesse novo cenário e jogo global.

No entanto, a natureza também está passando por alterações significativas. Os autores alertam que, nos últimos 50 anos, o consumo de recursos materiais mais do que triplicou e mantém um crescimento anual acima de 2%. O cenário climático mostra que a meta de conter o aquecimento global em 1,5 oC já ficou para trás. E, enquanto isso, mais de 1 milhão das estimadas 8 milhões de espécies do planeta estão sob ameaça de extinção, o que provoca declínio e erosão genética.

A importância de o Brasil definir como quer entrar no novo jogo geopolítico está no fato de que quando se discute temas como solo, água, minerais, combustíveis fósseis, biomassa e serviços ecossistêmicos, há desdobramentos diretos na produção de alimentos, energia, logística, materiais para construção civil, mineração, digitalização e nas fronteiras da inteligência artificial e da computação quântica.

A transição no acesso e no controle político sobre recursos naturais é uma pauta estratégica para o Brasil, que precisa se movimentar com ambição para ser relevante no futuro, destacam Roberto e Izabella.

O artigo foi publicado em 29 de janeiro de 2026, e pode ser acessado aqui.

[Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil]

 

ROBERTO S. WAACK

É membro dos conselhos da Marfrig, Wise Plásticos, WWF Brasil, Instituto Ethos, Instituto Ipê e Instituto Arapyaú e visiting fellow do Hoffman Center da Chatham House (Londres). Tem uma longa carreira como executivo e como empreendedor, tendo atuado em empresas nas áreas farmacêutica, de biotecnologia e florestas. Foi CEO da Fundação Renova, entidade responsável pela reparação do desastre de Mariana (MG), co-fundador e CEO da Amata S.A. e CEO da Orsa Florestal, além de diretor da Boehringer Ingelheim e Vallée. S.A. É cofundador da Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura. Atuação profissional com concentração em governança, planejamento e gestão estratégica, gestão tecnológica&inovação e sustentabilidade. Formado em biologia e mestre em administração de empresas pela USP.

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