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Reflexões sobre governança, clima e incertezas

por | 11/05/2026 | Estratégias, Governança, Mudanças climáticas

Em artigo publicado no Estadão em 30 de abril de 2026, Karina Litvack, fundadora e presidente do conselho da Chapter Zero Alliance e organizadora do evento Non-Executive Directors Climate Governance Workshop Series, e Roberto Waack compartilham reflexões sobre o papel dos conselhos de administração diante das incertezas trazidas por desafios como crise climática, geopolítica global, disputas territoriais, rupturas tecnológicas e demanda crescente por recursos naturais essenciais, como água e minérios.

No texto, intitulado “Reflexões sobre governança, clima e incertezas”, Karina e Roberto destacam que o período atual é especialmente marcado por “wicked problems” (problemas indomáveis), ou seja, por situações em que a baixa visibilidade e baixa capacidade preditiva predominam, apresentando muitos riscos, mas, também, oportunidades. São cenários de incertezas que o setor privado precisa enfrentar, em seus processos de tomada de decisão.

Governança, códigos de conduta, restrições formais e regulamentos das empresas precisam de adaptação, e novos repertórios são necessários para os membros de conselho. “Modelagens baseadas em probabilidades não são suficientes. A falta de informações quantitativas precisas demanda uma abordagem que contemple uma pluralidade de cenários do potencialmente possível”, escrevem os autores.

O foco em riscos, uma tendência natural dos conselhos, precisa ir também para as oportunidades. Isso significa que os membros de conselho necessitam de disposição para alterar planos originais com agilidade, sem considerar isso como apenas o último recurso. Não se pode esperar por metodologias e métricas quantitativas perfeitas para lidar com as incertezas atuais. Elas suscitam atitudes exploratórias conectadas à abertura a um repertório amplo de conhecimentos, agilidade e proatividade.

Leia o artigo completo aqui.

[Foto: Lucas Schneider/Unsplash]

 

ROBERTO S. WAACK

É membro dos conselhos da Marfrig, Wise Plásticos, WWF Brasil, Instituto Ethos, Instituto Ipê e Instituto Arapyaú e visiting fellow do Hoffman Center da Chatham House (Londres). Tem uma longa carreira como executivo e como empreendedor, tendo atuado em empresas nas áreas farmacêutica, de biotecnologia e florestas. Foi CEO da Fundação Renova, entidade responsável pela reparação do desastre de Mariana (MG), co-fundador e CEO da Amata S.A. e CEO da Orsa Florestal, além de diretor da Boehringer Ingelheim e Vallée. S.A. É cofundador da Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura. Atuação profissional com concentração em governança, planejamento e gestão estratégica, gestão tecnológica&inovação e sustentabilidade. Formado em biologia e mestre em administração de empresas pela USP.

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