Em junho de 2026, foi lançada a segunda edição da publicação “O Protagonismo das Florestas Brasileiras na Agenda Climática Global”, um estudo amplo que mostra que, com desmatamento zero, expansão da restauração e fortalecimento da economia florestal, o Brasil pode transformar suas florestas em uma das maiores contribuições globais para o enfrentamento da crise climática. A obra tem a coordenação de Beto Veríssimo, do Imazon, e de Roberto Waack, membro de conselho da Marfrig e presidente do conselho do Instituto Arapyaú.
Em relação à primeira versão, lançada em novembro de 2025, que focava principalmente na Amazônia e na Mata Atlântica, a nova edição amplia a análise para todos os biomas brasileiros e a Zona Costeira. Traz, também, uma seção dedicada ao papel das florestas na adaptação, além de dar destaque à importância de mudanças estruturais no financiamento da agenda florestal, pois apenas ampliar o fluxo de recursos não será o suficiente para impulsioná-la.
André Corrêa do Lago e Ana Toni assinam uma carta no início do estudo, mostrando apoio ao estudo da Presidência da COP 30, em que destacam a Agenda de Ação e o “Mapa do Caminho para Parar e Reverter o Desmatamento”.
Papel do agronegócio
Segundo o estudo, o país pode ampliar sua cobertura florestal em 8 milhões de hectares até 2035, passando de 517 milhões de hectares para 525 milhões de hectares de florestas em dez anos.
A obra ressalta o papel do agronegócio na expansão das florestas brasileiras. As propriedades privadas têm um papel importante a desempenhar na conservação ambiental, por meio das áreas de Reserva Legal (RLs) e das Áreas de Preservação Permanente (APPs). E, para além disso, há um volume significativo de áreas privadas pouco aptas para a agricultura ou pecuária que podem ser destinadas à restauração florestal. Há oportunidade, também, na crescente demanda por florestas plantadas para a produção de bioenergia.
Solução climática escalável
A publicação reforça que as florestas, responsáveis por absorver um terço das emissões globais de carbono, são fundamentais para a estabilidade climática, a conservação da biodiversidade e a segurança hídrica e, portanto, também se tornam um ativo estratégico para a competitividade do Brasil.
Com a participação de dezenas de colaboradores, o relatório foi elaborado por Instituto Arapyaú, Instituto Itaúsa, Agroicone, Indústria Brasileira de Árvores (Ibá), Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura, Instituto Clima e Sociedade (iCS), Imazon, Amazônia 2030, Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (Cebds) e Uma Concertação pela Amazônia.
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