Planejamento de longo prazo para logística na Amazônia é crítico para demandas de curto prazo
O Brasil carece de um plano, devidamente articulado, que seja capaz de impedir que as decisões sobre investimentos na infraestrutura da Amazônia se fundamentem, sobretudo, em narrativas com consequências desastrosas.
Capital natural como uma classe de ativos
Para que a conservação e a regeneração da natureza sejam reconhecidas como uma classe de ativos, ainda há um longo caminho a ser percorrido para construir um ambiente com funcionamento conhecido e regras claras. Quando se trata de biodiversidade e serviços ecossistêmicos, são muitos os desafios.
O que a nova (des)ordem mundial tem a ver com clima e natureza?
A nova ordem mundial é a desordem. Diante de contexto aterrador e fascinante pelos insondáveis meandros da incerteza, a COP 30 precisa ser um sucesso. A Conferência do Clima deve partir do princípio de que o mundo de Kyoto e Paris era muito diferente do atual.
Nova publicação | Soluções em Clima e Natureza do Brasil
Nova publicação reúne evidências que mostram o Brasil como protagonista em soluções integradas para o clima e a natureza. Lançada pelo Instituto Arapyaú e pelo Instituto Itaúsa, a obra foca em casos concretos nas áreas de agropecuária, florestas, energia e economia circular.
Naturalmente, o ativo do agro é a natureza
O agronegócio brasileiro é detentor do maior capital natural privado do planeta. A estimativa é que, com o cumprimento do Código Florestal, o país terá mais de 220 milhões de hectares de áreas preservadas em propriedades rurais, mais do que todos os países da Europa Central e Meridional juntos.
Qual o papel dos Estados na redução de emissões de carbono?
O sistema brasileiro de regulação do mercado de carbono inclui o mecanismo REDD+ jurisdicional (JREDD), mais especificamente, como os estados poderão oferecer programas para a manutenção de estoques de carbono florestal, com metodologias distintas e mais rigorosas que projetos privados.
As oportunidades caóticas da relação da inteligência artificial com o capital natural
O uso da IA no campo do capital natural é vasto e desafiador. Como sói acontecer com os chamados problemas indomáveis, não há uma única resposta a ser dada. Pelo contrário, demanda a aceitação da complexidade e a fuga radical de soluções simplistas.
O metabolismo geopolítico dos minerais estratégicos para a transição energética
Minerais críticos são estratégicos no principal assunto político-climático do momento, que é a transição energética. A geopolítica permeia o campo desses materiais, com diferentes tipos de desequilíbrio político-econômico ocorrendo entre países compradores e fornecedores.
ROBERTO S. WAACK
É membro dos conselhos da MBRF Global Foods, Wise Plásticos, WWF Brasil, Instituto Ethos, Instituto Ipê e Instituto Arapyaú. Participa de órgãos e governança das empresas Natura, Tupy e re.green. É Associated Fellow da Chatham House (Londres). Tem uma longa carreira como executivo e como empreendedor, tendo atuado em empresas nas áreas farmacêutica, de biotecnologia e florestas. Foi CEO da Fundação Renova, entidade responsável pela reparação do desastre de Mariana (MG), cofundador e CEO da Amata S.A. e CEO da Orsa Florestal, além de diretor da Boehringer Ingelheim e Vallée. S.A. É cofundador da Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura e da Uma Concertação pela Amazônia. Atuação profissional com concentração em governança, planejamento e gestão estratégica, gestão tecnológica&inovação e sustentabilidade. Formado em biologia e mestre em administração de empresas pela FEA-USP, com concentração na área da Nova Economia Institucional.
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